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O Lar de Crianças e Jovens do CJC é um equipamento social que tem por finalidade o acolhimento de crianças e jovens do sexo masculino com idades compreendidas entre os 6 e os 21 anos que se encontram em situação de perigo. O Lar de Jovens e Crianças consiste numa resposta social, transitória, dirigida aos menores desinseridos do seu meio familiar. Destina-se a um acolhimento prolongado de crianças e jovens, quando as circunstâncias da situação prevêem que a medida mais adequada é o acolhimento de duração superior a 6 meses. Esta valência tem como objectivo proporcionar a estas crianças e jovens uma estrutura de vida estável, com vista ao seu desenvolvimento físico, intelectual e moral e à sua inserção na sociedade, através de um acompanhamento o mais personalizado e flexível possível, tendo em conta que se destina a cerca de 80 educandos, com percursos de vida muito complexos e idades díspares. A acção desenvolvida destina-se a apoiar as famílias e/ou substituí-las, total ou parcialmente, até à maioridade dos jovens (e até aos 21 anos de idade se assim o desejarem), proporcionando-lhes a protecção devida, tendo em conta, sempre que possível, a promoção, participação e responsabilização das famílias dos menores no projecto de vida da criança e jovem em causa, com o principal objectivo do seu regresso à família de origem, aquando da existência de condições para tal. O funcionamento do Lar e Jovens deverá ser garantido durante todo o ano. As equipas técnicas e educativas do Centro Juvenil de Campanhã adoptam uma metodologia de trabalho interdisciplinar, privilegiando a adopção de métodos dinâmicos que se adequam à realidade do sistema institucional e da comunidade envolvente. Pauta-se por um trabalho diário que garante a satisfação das necessidades de bem-estar, protecção e desenvolvimento integral e que visa dotar as crianças/jovens acolhidos de competências pessoais e sociais. Aquando do acolhimento da criança/jovem no Lar de Crianças e Jovens é elaborado, pela equipa técnica, um projecto de vida que consiste numa intervenção e acompanhamento individualizado, visando abranger todas as áreas do desenvolvimento da criança ao nível biopsicossocial, onde se inclui a sua família de origem. Os projectos de vida a definir para cada criança/jovem contemplam as necessidades e características de cada menor, da sua família nuclear e/ou alargada e das características do meio que o envolvem. Assim, os projectos de vida passam por 4 vertentes especializadas de intervenção, nomeadamente: Reunificação Familiar, Adopção, Autonomização, Indução de Projectos de Vida em Meio Natural de Vida. Em Abril de 2008, o Lar de Crianças e Jovens do Centro Juvenil de Campanhã aderiu ao Plano DOM, pela motivação manifesta pela Instituição em reforçar a sua equipa técnica, de forma a qualificar, essencialmente, a sua intervenção com as famílias das crianças/jovens acolhidas nesta valência. Esta adesão ao Plano DOM permitiu às equipas técnica e educativa da Instituição beneficiar de formação complementar, no âmbito desta iniciativa do Instituto de Segurança Social. Permitiu ainda a intervenção da instituição para uma maior aproximação das crianças aos núcleos familiares e, para o trabalho com estes ao nível do desenvolvimento das suas competências pessoais, sociais, escolares, laborais e parentais, recorrendo a visitas domiciliárias, reuniões e atendimentos, privilegiando o meio envolvente da residência da família. Através do referido reforço da equipa técnica da Instituição foi também possível burocratizar os projectos individuais dos menores acolhidos. Tendo por base o projecto de vida definido em parceria pela equipa técnica, pelo menor e pela família, é posteriormente delineado um Plano Sócio-Educativo Individual (PSEI) que define os objectivos, estratégias e actividades a desenvolver com vista a promover a aquisição e o desenvolvimento de competências sociais e escolares que a criança/jovem ainda não adquiriu face à sua faixa etária; a manutenção das competências já adquiridas e a reintegração da criança/jovem na sua família biológica. Todo este trabalho a desenvolver com a criança/jovem pressupõe a participação não só do menor em causa, mas de todos os intervenientes na sua vida quotidiana (família, elementos da equipa técnica, educativa e de apoio, professores, entre outras entidades). Para a concretização dos objectivos a atingir, constantes no PSEI, é também elaborado um Plano Cooperado de Intervenção (PCI) onde constam as tarefas dos diferentes intervenientes (extra-instituição) no PSEI definido para determinada criança/jovem. Tendo em conta o alargamento da intervenção da equipa técnica do CJC, esta passou a ter um papel privilegiado no acompanhamento das famílias das crianças que acolhe, fomentando a participação destas na vida dos menores, implicando-as no projecto de vida delineado e responsabilizando-as pelo sucesso do mesmo. Atendendo à ausência total de suporte familiar, ao facto de alguns núcleos familiares não conseguirem adquirir as competências e reunir as condições necessárias para que a criança ou jovem o possam integrar e atendendo ao perfil específico de algumas crianças/jovens, por vezes, não é possível a concretização do projecto de vida delineado, sendo fulcral a constante reavaliação destes casos (re)activando a rede familiar, no intuito de uma possível (re)integração na família nuclear ou alargada e, a rede comunitária, com o objectivo de autonomizar os jovens.
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